quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

“O aborto não é a solução”

E no fim a campanha voltou ao início: “Reafirmar o valor da vida” foi o objectivo que presidiu à convocatória de novos e velhos craques da bola para um jogo pelo «Não». O movimento Norte pela Vida deu o mote, para mostrar que “liberalizar o aborto não é solução”. Carla Teixeira


Aloísio, Drulovic e Nelson foram alguns dos nomes que ontem marcaram
presença no Colégio dos Cedros, em Gaia, no âmbito da iniciativa «Desportistas pela Vida», um jogo de futebol organizado pelo movimento Norte pela Vida, que faz campanha a favor do «Não» à despenalização da interrupção voluntária da gravidez no referendo de domingo. O jogo estava marcado para as 19h15, mas uma hora antes começaram a chegar os apoiantes da causa, mais ou menos anónimos, a que se somam, em Portugal e no estrangeiro, Moretto, Rodrigo Alvim, Leandro, Alex, Deco, Sá Pinto, Marco Aurélio, Couffur, Tomas Guzman, Vidigal e César Prates, entre muitos outros jogadores e ex-jogadores de futebol, treinadores e atletas de várias modalidades.O adepto mais conhecido do Futebol Clube do Porto, o «trompetista» António Lourenço, também não faltou à festa, e à conversa com o JANEIRO contou que, sendo “comunista e toda a vida votante do PCP”, entende que “os partidos não são donos da consciência das pessoas”, insistindo que ser militante da Esquerda não o impede de “defender a vida, o direito à vida e a solidariedade para com o próximo”, em vez do “egoísmo cego em que cada um resolve os seus problemas à custa dos outros”. Considerando que “a lei actual é equilibrada e prevê o aborto em várias circunstâncias”, vincou que “se o «Sim» ganhar, vence o aborto livre e o capitalismo desenfreado das clínicas da morte”.Num tom mais contido, o porta-voz do movimento disse que “no fim a campanha volta ao início”, e que a ideia foi “reafirmar o valor da vida, porque “o aborto não é a solução que as mulheres procuram”. José Maria Montenegro criticou o facto de a lei preconizada pelo «Sim» não distinguir problemas reais e casos patológicos”, e acusou o líder do PS e do Governo de “falta de cultura democrática”, já que, se estivesse preocupado com as mulheres, José Sócrates “estaria disponível” para discutir alterações à lei, mesmo que o «Não» vença. Para Miguel Braga, militante do PSD e membro do grupo Independentes pelo Não, o primeiro-ministro garantir que se o «Não» vencer fica tudo na mesma é “uma clara chantagem”.

O Primeiro de Janeiro

1 comentário:

Anónimo disse...

Chego eu aqui, e dou de caras com um texto meu. É giro! :)